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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências (Parte 4)










Frequentemente, os pecados capitais são mortais. Podem existir de uma maneira muito vulgar e baixa, como em muitas almas em pecado mortal, ou bem podem também existir, nota São João da Cruz, em uma alma em estado de graça, como outros tantos desvios da vida espiritual. Por isso se fala às vezes da soberba espiritual, da gula espiritual, da sensualidade e da preguiça espiritual.

A soberba espiritual inclina, por exemplo, a fugir daqueles que nos dirigem reprimendas, ainda quando tenham autoridade para isso e no-las dirijam justamente; também pode levar-nos a guardar-lhes certo rancor em nosso coração.

Quanto à gula espiritual, poderia fazer-nos desejar consolos sensíveis na piedade, até o ponto de buscarmos nela mais a nós mesmos que a Deus. É o orgulho espiritual a origem do falso misticismo.

Felizmente, diferentemente das virtudes, estes vícios não são conexos, ou seja, pode-se possuir uns sem os outros, e muitos são até contrários entre si: assim, não é possível ser avaro e pródigo ao mesmo tempo.

A enumeração de todos estes tristes frutos do exagerado amor de si deve levar-nos a um sério exame de consciência e nos ensina, ademais, que o terreno da mortificação é muito extenso, se quisermos viver uma vida cristã profunda.





Excerto do livro "As três idades da vida interior"
do padre Reginald Garrigou-Lagrange
(Grifos nossos) 






 
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

AS VIRTUDES DE NOSSA SENHORA - Parte 7








VII. SUA POBREZA


Exorta  o  Senhor  a  quantos  o  querem  seguir:  “Se  queres  ser  perfeito,  vai,  vende  o  que  tens  e  dá-o  aos pobres”(MT,1921). Maria, sua mais perfeita discípula, também lhe quis seguir o conselho.

Com a  a  herança  de  seus  pais,  teria  ela  podido  viver  folgadamente,  como  prova  S.  Canísio.  Preferiu,  no entanto, ser pobre, muito pouco reservando para si e o mais distribuindo em esmolas no templo e aos pobres.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sobre o Namoro Cristão - Parte 7: O NAMORO EM SEU COMEÇO





COMO PRINCIPIA O NAMORO


O namoro começa ordinariamente pelo ouvido ou pelo olhar. O primeiro surge quando alguém se refere sobre as qualidades de um indivíduo. O ouvinte começa a alimentar uma esperança de um futuro namoro. Muitas vezes, comunicam-se por correspondência, escrevendo um ao outro cartas e mais cartas. Ao fim chegarão a algum resultado ou se cansam de escrever e tudo fracassa.

O namoro pelo olhar é muito comum. Começa-se quando os dois se encontram em festas, na rua, no cinema, nos clubes, etc... e depois de um olhar de afeto nasce uma simpatia que nos conduz ao começo de um namoro.


Dois Quadros do Namoro


Achamos oportuno expor aos jovens, dois interessantes quadros sobre o começo do na moro; um perigoso, que devem evitar e outro razoável que, deve ser uma boa norma para conseguir a segurança do bem-estar futuro.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Que é nossa vida?











“Que é nossa vida?

Assemelha-se a um tênue vapor que o ar dispersa e desaparece completamente.

Todos sabemos que temos de morrer. Muitos, porém, se  iludem,  imaginando  a  morte  tão  afastada  que  jamais houvesse de chegar.

Jó, entretanto, nos adverte, que a vida humana é brevíssima: “O homem, vivendo breve tempo, brota como flor e murcha” (Jó 14,1-2). Foi esta mesma verdade que Isaías anunciou por ordem do Senhor. “Clama — disse-lhe — que toda a carne é erva... verdadeira erva é o povo; seca a erva, e cai a flor” (Is  40,6-8).

A  vida  humana  é,  pois, semelhante à de uma planta. Chega a morte, seca a erva; acaba a vida e murcha, cai a flor das grandezas e dos bens terrenos.

A morte corre ao nosso encontro mais rápido que um  corredor.  E  nós,  a  cada instante, corremos para ela (Jo 9,25).

A cada passo, a cada respiração chegamos mais perto da morte. “Este momento em que escrevo — disse São Jerônimo — faz-me caminhar para a morte.”

“Todos temos de morrer, e nós deslizamos como a água sobre a terra, a qual não volta para trás” (2Sm 14,14). Vê como corre o regato para o  mar;  suas  águas  não  retrocedem;  assim,  meu  irmão,  passam  teus  dias  e cada  vez  mais  te  acercas da morte.

Prazeres, divertimentos, faustos, lisonjas e honras, tudo passa. E o que fica? “Só me resta o sepulcro” (Jó,  17,1).  Seremos  lançados  numa  cova  e, ali, entregues à podridão, privados de tudo.

No transe da morte, a lembrança de todos os gozos que em vida  desfrutamos  e  bem  assim das  honras  adquiridas só servirá para aumentar nossa mágoa e nossa desconfiança de obter a salvação eterna.

Dentro em breve,  o  pobre  mundano  terá que  dizer:  minha  casa, meus jardins, esses móveis preciosos, esses quadros raríssimos, aqueles  vestuários  já  não  serão  para mim! “Só me resta o sepulcro”.

Ah!  com  que  dor  profunda  há  de  olhar  para  os bens terrestres aquele que os amou apaixonadamente!

Mas essa mágoa já não valerá senão para aumentar o perigo em que se acha a salvação.

A experiência nos tem provado que tais pessoas, apegadas ao mundo, mesmo no leito da morte, só querem que se lhes  fale  de  sua  enfermidade,  dos  médicos  que  se possam consultar, dos remédios que os aliviem. Mas, logo que se trata da alma, enfadam-se e pedem descansar, porque lhes dói a cabeça e não podem ouvir conversação.

Se, por acaso, respondem, é confusamente e sem saberem o que dizem. Muitas vezes, o confessor lhes dá a absolvição, não porque os acha bem preparados, mas porque já não há tempo a perder.

Assim  costumam  morrer  aqueles  que  pensam pouco na morte. (...)”



Excerto do livro “Preparação para a morte”
de Santo Afonso Maria de Ligório

Link para download do livro completo: aqui






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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências. Parte 3







A prática generosa da mortificação dispõe a alma para outra purificação mais profunda que Deus mesmo realiza, com o fim de destruir completamente os germes de morte que ainda subsistam em nossa sensibilidade e faculdades superiores.

Mas não basta considerar as raízes dos sete pecados capitais; é preciso analisar suas consequências.

Como consequências do pecado se entendem geralmente as más inclinações que os pecados deixam em nosso temperamento, mesmo depois de apagados pela absolvição.

Entretanto, também pode entender-se como consequências dos pecados capitais os demais pecados que têm sua origem neles.

Os pecados capitais assim se chamam porque são um como princípio de muitos outros; temos, em primeiro, inclinação para eles e depois, por meio deles, para outras faltas às vezes mais graves.

É dessa forma que a vanglória gera desobediência, jactância, hipocrisia, disputas, discórdia, afã de novidades, pertinácia.

A preguiça espiritual conduz ao desgosto das coisas espirituais e do trabalho de santificação, em razão do esforço que exige, engendrando a malícia, o rancor ou a amargura contra o próximo, a pusilanimidade ante o dever, o desalento, a cegueira espiritual, o esquecimento dos preceitos, a busca do proibido.

Igualmente, a inveja ou desagrado voluntário do bem alheio, bem que temos como mal nosso, engendra o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria do mal alheio e a tristeza por seus triunfos.

Por sua vez, a gula e a sensualidade geram outros vícios e podem conduzir à cegueira espiritual, ao endurecimento do coração, ao apego à vida presente até à perda da esperança da vida eterna, ao amor de si mesmo até ao ódio de Deus e à impenitência final.





Excerto do livro "As três idades da vida interior"
do padre Reginald Garrigou-Lagrange
(Grifos nossos)


 
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SALVE RAINHA!

SALVE RAINHA!
Mãe da Misericórdia...