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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

AS VIRTUDES DE NOSSA SENHORA - Parte 1



Salve Maria!

Programamos uma série especial extraída do livro Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório, que falará sobre as Virtudes da Santíssima Virgem e nos animará a crescermos na prática das virtudes e a progredirmos espiritualmente.
Aproveitem!

Viva Cristo Rei!






AS VIRTUDES DE NOSSA SENHORA
Parte 1






Os santos padres chamam a humildade de base de todas as virtudes. De todas as virtudes, a humildade é o fundamento  e  a  guarda
Sem  humildade,  não  há  virtude  que  possa  existir  numa  alma.  Possua  embora  todas  as  virtudes,  fugiriam  todas  ao  lhe  fugir  a  humildade.  Diz  S.  Francisco  de  Sales  e  S.  Joana  Chantal  que  Deus  é  tão  amante da humildade, que se apressa em correr onde a vê.





I.                 HUMILDADE DE MARIA
Parte 1

No mundo era desconhecida essa virtude tão bela e necessária. Mas, para ensiná-la, veio a terra o próprio filho de Deus, exigindo que, principalmente nesse particular, lhe procurássemos imitar o exemplo: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (MT 11,29) E assim como em todas as virtudes foi Maria Santíssima a primeira e a mais perfeita discípula de Jesus Cristo o foi também na humildade. Pela humildade ela mereceu ser exaltada sobre todas as criaturas.

1. O primeiro traço da humildade é o modesto conceito de si mesmo.

O humilde conceito de sim mesma foi o encanto com que Maria prendeu o coração de Deus. Não podia, é claro, a Santíssima Virgem julgar-se uma pecadora, pois, na frase de S. Tereza, a humildade é a verdade, e Maria tinha consciência de nunca haver ofendido a Deus.

Vendo-se uma mendiga revestida de custosas vestes, que lhe foram dadas, não se envaidece, mas antes se humilha ao contemplá-las diante de seu benfeitor. A  Santíssima Virgem quanto  mais enriquecida se  via,  mais  se humilhava. Lembrava-se sem cessar, de que tudo aquilo era dom de Deus. Dai a sua palavra a S. Isabel de Turíngia: “Creia-me filha, sempre me tive pela última das criaturas e indigna das graças de Deus.”


2. Também é efeito da humildade ocultar os dons celestes.

Nem a São José quis Nossa Senhora revelar a graça de se haver tornado Mão de Deus. O pobre esposo viu como ela ia ser mãe, e necessitava de esclarecimentos que o libertassem de cruciantes suspeitas da honestidade da esposa, e dele afastasse vexames e confusões. De uma lado, José não podia duvidar de Maria e de outro ignorava o mistério da Encarnação. Resolveu por isso deixá-la ocultamente, para sair de tão embaraçosa situação. Tê-lo-ia feito certamente, se o anjo não lhe houvesse revelado que  sua esposa se  tornara Mãe por obra do Espírito Santo.(MT 1,18-23).


3. Os humildes recusam os louvores referindo-se todos a Deus.

Tal foi o procedimento de Nossa Senhora, ao perturbar-se diante dos louvores que lhe dirigia o arcanjo S. Gabriel. Assim  foi o seu procedimento, quando Isabel a chamou de bendita entre todas as  mulheres e a Mãe do Senhor.  Imediatamente  Maria  atribui  toda  a  glória  a  Deus,  respondendo  no  seu  humilde  cântico:  “Minha  alma engrandece ao Senhor”. É como se disse: Isabel tu me louvas, porém eu louvo ao Senhor a quem unicamente é devida toda a honra. Tu te admiras de vir eu a ti, mas eu admiro a bondade divina, na qual tão somente, meu espírito se alegra. Louvas-me porque eu acreditei, mas eu louvo a meu Deus que quis exaltar o me nada, na baixeza de sua serva pôs seus olhos. É esse o motivo que Maria disse a Santa Brígida: “Porque me humilhei tanto ou por que mereci, minha filha tão extraordinária graça? Só porque estava plenamente convencida de não valer nada, de não possuir algo de mim mesma.”


Excerto do Livro “Glórias de Maria”
 de Santo Afonso de Ligório









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